Sete dias de apresentações marcaram o Festival de Dança do Triângulo. Neste ano, o Festival realizou sua 21ª edição com o tema: Mecanismos de Acesso (pretendendo discutir e interagir Dança e Patrimônio Histórico). O Festival aconteceu entre os dias 28 de outubro e 02 de novembro de 2009 no Sabiazinho (Ginásio multiuso, adaptado para um formato de teatro com platéia para 2.000 pessoas) e em locais públicos.Para este ano, foram selecionados quatro espaços pertencentes ao Patrimônio Histórico e Arquitetônico da cidade para receberem os espetáculos. Durante o festival a cidade confirmou que pode ser o palco para um Festival. Além das atividades pedagógicas e dos espetáculos no Sabiazinho, aconteceram também apresentações na Casa da Cultura, Mercado Municipal, Oficina Cultural, Museu Municipal, entre outros locais. “Este ano o evento está popularizando muito a dança. O público comparece e compartilha com a gente. A questão da acessibilidade também me impressionou bastante. O Festival alcança um nível muito maduro, porque consegue abranger um público muito diversificado e com características bem diferentes. Isso é um ponto fundamental. Este ano sinto o trabalho muito intenso. Ponto pra Uberlândia”, finalizou a professora de dança, Ana Marta Yalla Bina.
Além das apresentações de dança, o festival possibilita a reflexão sobre os conceitos de dança. A cada dia de Festival de Dança os profissionais tiveram a oportunidade de discutir a dança durante as atividades pedagógicas. Fóruns, seminários, mesas redondas, palestras e discussões enriqueceram e marcaram a 21º edição. “Nosso diferencial é mostrar que dança não é só colocar o corpo em movimento, mas também refletir sobre seus conceitos. Hoje o Festival é referência em discussões de dança”, contou Dickson Du-arte, coordenador artístico do Festival.A união de vários estilos de dança enriqueceu ainda mais o evento. Este contou com uma comissão de especialistas, formada pelos profissionais Rui Moreira - Belo Horizonte (MG), Helena Bastos - São Paulo (SP) e Sigridi Dora - Caxias do Sul (RS). Os três profissionais vieram à Uberlândia especialmente para avaliar as apresentações dos grupos amadores. O Festival não possui caráter competitivo. O papel dos especialistas é levantar discussões e questionamentos durante o Fórum Pedagógico; esse momento sempre acontece no dia seguinte, na Oficina Cultural. “Nosso intuito é avaliar o processo de avanço dos grupos amadores e discutir sobre o caminho que eles estão percorrendo, rumo à profissionalização. Além disso, iremos avaliar as soluções que os grupos encontraram para o novo estilo de palco”, disse Rui Moreira, que também é bailarino e coreógrafo. De acordo com o coordenador artístico do Festival, Dickson Du-arte, tamanho sucesso se resume ao trabalho que foi e está sendo desenvolvido. “Não só os espetáculos determinaram o resultado positivo, mas também as oficinas. Conseguimos cumprir os objetivos propostos dentro do tema Mecanismos de Acesso. Até o momento podemos afirmar que conseguimos superar as expectativas previstas para este ano”, concluiu.
Fonte: Portal da Prefeitura Municipal de Uberlândia
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BSB DANÇA, NOVEMBRO/2009.







